Brasília O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), Jorge Marquez Ruarte, disse ontem que o governo está adotando as medidas apropriadas para promover as exportações. As vendas externas, ressaltou, são um instrumento importante para o crescimento econômico. Ele destacou ainda a necessidade de adotar políticas para alcançar a meta de aumento de 10% nas exportações, anunciada pelo ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan.
Após um encontro com a ministra da Assistência e Promoção Social, Benedita da Silva, Ruarte elogiou os objetivos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o desenvolvimento econômico e social do País. ''Acreditamos que esses objetivos são importantes e os apoiamos'', disse Ruarte.
O chefe da missão admitiu que o atual nível da inflação é uma ameaça e enfatizou a necessidade de combatê-lo. O Banco Central, observou, já está fazendo isso, mantendo um clima para que o mercado financeiro acredite que a inflação vai manter-se baixa. Sobre a possibilidade de guerra no Iraque, avaliou que ela pode ter um efeito perverso, mas ainda não é possível prever sua abrangência.
Segundo ele, está havendo um aumento da aversão global ao risco, que dificulta a situação do Brasil, aumentando o risco país. Questionado como era possível conciliar programas sociais com cortes no Orçamento da União, Ruarte comentou que a ministra Benedita disse que isso era possível, trabalhando com mais eficiência e focando nos programas.
Ruarte comentou ainda que teve uma reunião ''muito interessante'' com a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, na qual conversaram sobre política energética, os problemas que o novo governo encontrou no setor e as medidas que estão sendo adotadas para solucionar essas questões. Ele enfatizou que sua visita ao Brasil também faz parte de uma consulta anual aos países membros do FMI, durante a qual é feita uma revisão mais geral da política econômica.

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