São Paulo O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse ontem que a meta de 10% de crescimento para as exportações brasileiras neste ano deverá ser revista para cima. Ele adiantou que está fazendo um mapa setor por setor sobre as perspectivas das vendas externas e a abertura de novos mercados. ''Tudo indica que a meta de 10% será superada'', disse Furlan, após reunião com investidores estrangeiros.
Mostrando-se bastante otimista, o ministro afirmou que somente para a Argentina o Brasil deverá recuperar US$ 1 bilhão de vendas neste ano; o agronegócio exportará US$ 3 bilhões a mais e o setor automotivo projeta crescimento de 20% nas exportações neste ano.
Furlan não quis fechar um número sobre qual será a nova meta, alegando que precisa do mapa setorial completo. No entanto, o empresário Joel Korn, presidente da Câmara Americana de Comércio do Rio de Janeiro, que participou do encontro com o ministro, afirmou que a expectativa de aumento da meta é de 5 pontos percentuais, passando de 10% para 15%. No ano passado, o Brasil vendeu ao exterior cerca de US$ 60 bilhões. Pela meta estabelecida no início do ano, o País deveria vender US$ 66 bilhões. Furlan admitiu que anunciará a nova meta ainda neste primeiro semestre.
Além disso, explicou Furlan, o Brasil deve se beneficiar de eventuais boicotes que países do Oriente Médio venham a fazer contra produtos dos Estados Unidos por conta do conflito EUA-Iraque. Ele destacou que o setor automotivo será um dos mais beneficiados.
Furlan afirmou, ainda, que o Brasil tentará vender mais para os Estados Unidos, aproveitando-se do fato de muitos norte-americanos boicotarem produtos de França e Alemanha, países contrários à guerra contra o Iraque. Na mesma linha, europeus poderão fazer retaliações contra produtos dos Estados Unidos, aumentando as oportunidades para produtos brasileiros.