Brasília – O Brasil apresentará formalmente aos Estados Unidos a proposta de ampliação das cotas de importação de produtos siderúrgicos semi-acabados e de isenção de sobretaxas aos acabados nos próximos dias 18 e 19, em Genebra (Suíça), durante a primeira consulta entre ambos os lados. Embora não espere que as reivindicações sejam aceitas imediatamente, o governo espera que elas sejam consideradas quando Washington realizar a primeira revisão das medidas impostas à importação de aço, o que deve ocorrer em julho.
O Brasil pretende elevar a cota anual de semi-acabados no mercado americano de 2,5 milhões de toneladas métricas para cerca de 3,5 milhões de toneladas métricas – volume que a indústria brasileira considera adequado ao cenário de expansão da atividade econômica dos Estados Unidos nos próximos três anos. Também deverá pedir a isenção de segmentos de produtos acabados, cujos embarques acabaram inviabilizados pelas sobretaxas de 8% a 30%.
A expectativa é de que, em julho, o governo americano tenha conhecimento detalhado das ofertas que forem feitas nas consultas com os países afetados. Terá ainda uma avaliação mais clara do impacto das salvaguardas na economia interna.
As consultas não marcam ainda o início de uma disputa com os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC).

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