O Brasil quer que da agenda da próxima rodada de negociações da OMC (Organização Mundial do Comércio) conste a extinção dos subsídios às exportações de produtos agrícolas, limites definidos previamente para subsídios à produção e o fim dos picos tarifários (impostos de importação muito altos).

A sugestão do Brasil foi apresentada ontem na reunião do grupo de Cairns, principais exportadores agrícolas, em Punta del Leste, no Uruguai. A proposta brasileira solicita que os produtos agrícolas recebam o mesmo tratamento que os manufaturados.

A sugestão diverge das expectativas da União Européia, Japão, Noruega e Suíça, que defendem que da agenda da OMC conste apenas a menção genérica de que as barreiras e subsídios agrícolas serão reduzidos. O lançamento das negociações da OMC será em novembro, em Doha, no Catar.

O grupo, que reúne além do Brasil outros 17 países que somam 33% do comércio agrícola mundial, entre eles Austrália e Canadá, prepara uma proposta comum, que será concluída quarta-feira, para apresentar em Doha.

Embora não pertençam ao grupo, os Estados Unidos participam do encontro. Ontem, os ministros de Relações Exteriores do Mercosul se reuniram pela primeira vez com o representante de comércio americano, Robert Zoellick, para discutir o acordo de cooperação econômica proposto pelos EUA.

O encontro foi marcado para acertar a agenda da próxima reunião, no dia 21 em Washington e, segundo diplomatas brasileiros, para manter a discussão em torno de um possível acordo comercial por razões políticas.

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