Brasil cumpre meta fiscal do FMI
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segunda-feira, 30 de julho de 2001
Agência Folha De São Paulo 
O Brasil cumpriu com folga a meta fiscal acertada com o FMI (Fundo Monetário Internacional) para o primeiro semestre deste ano. Entre janeiro e junho, o país economizou R$ 30,42 bilhões para pagar juros da dívida pública. A meta prevista pelo acordo com o Fundo era de R$ 21,47 bilhões.
Em junho, o setor público consolidado (inclui Estados, municípios e empresas estatais) apresentou um superávit primário, isto é, sem a inclusão de juros, de R$ 3,452 bilhões (3,23% do PIB).
No acordo fechado com o FMI em 1998, o Brasil se comprometeu a cumprir metas trimestrais para o superávit primário do setor público (governo federal, Estados, municípios e empresas estatais). Se não forem cumpridas, o país perde o direito de pegar dinheiro emprestado do Fundo. O Brasil ainda pode sacar cerca de US$ 1 bilhão até o fim do acordo.
O atual acordo termina em novembro, e o Brasil só precisa cumprir mais uma meta fiscal, para o período entre janeiro e setembro. Pela revisão do acordo feita em março, o país precisa obter um superávit primário de R$ 29,67 bilhões nesse período.
Esse número, porém, está sujeito a mudanças. O definitivo só será conhecido depois que a diretoria do FMI aprovar a última revisão do acordo, feita no início do mês. Se for mantida, a meta para setembro terá sido cumprida com três meses de antecedência.
Entre janeiro e junho, o superávit primário obtido pelo setor público representou 5,22% do PIB (Produto Interno Bruto). O resultado está bem acima da meta estabelecida para este ano. O objetivo do governo é que o superávit de 2001 fique um pouco acima de 3% do PIB.
DívidaMesmo com o elevado superávit primário obtido no primeiro semestre, a dívida pública registrou forte alta no período. Em dezembro de 2000, o endividamento do governo representava 49,3% do PIB. No mês passado, essa proporção ficou em 51,3%. O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, afirma que a alta foi causada, principalmente, pela alta de 17,9% registrada pelo dólar entre janeiro e junho.


