Brasil critica barreira dos EUA e da Europa
Envolvida em al guns dos assun tos mais polêmi cos do comércio internacional, como a questão das patentes far macêuticas e a reforma agrícola, a delegação do Brasil convidou a imprensa estrangeira, ontem à noite, para explicar suas posições. Para começar, distribuiu um documento com exemplos de barreiras a produtos brasileiros na Europa e nos Estados Unidos.
Em seguida, o ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral (foto), e o da Saúde, José Serra, falaram sobre as intenções do Brasil nas próximas negociações comerciais. Esses temas haviam sido tratados perante a imprensa internacional, durante o dia, em encontros promovidos pelas delegações dos EUA e da União Européia.
O Brasil está fortemente comprometido, segundo Amaral, com o lançamento de uma nova negociação global de comércio. Há vários motivos para se desejar uma nova rodada, disse, e um deles é que as barreiras comerciais, desde o final da Rodada Uruguai, não caíram como se esperava. O Brasil, acrescentou, enfrenta dificuldades para exportar produtos mais competitivos.
Amaral expôs mais amplamente o interesse brasileiro na liberalização dos mercados agrícolas. Segundo ele, a declaração ministerial de Doha deveria conter uma linguagem mais incisiva sobre a eliminação de subsídios a exportação. Oito horas antes, numa entrevista coletiva, o comissário da União Européia para Agricultura, Franz Fischler, propôs o contrário: abrandar a linguagem usada no rascunho, eliminando toda referência à extinção progressiva dos subsídios.
Serra explicou a posição brasileira a respeito da relação entre o direito de patentes e as políticas de saúde. Pretendia, segundo disse, eliminar mitos sobre a posição brasileira e deixar claro que o País não contesta o direito de propriedade intelectual só pretende preservar o direito das pessoas à saúde. (AE)





