Brasil cria 995 mil empregos formais
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Sofia Fernandes<br> Folhapress 
Brasília - A economia brasileira registrou a criação de 995.110 vagas com carteira assinada em 2009, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. Este é o pior saldo desde 2003, quando foi registrada a geração de 645.433 vagas.
Ao todo, foram feitas 16.187.640 contratações e 15.192.530 demissões. Os números estão de acordo com as previsões do governo e refletem a retomada na criação de empregos que o país vem sentindo desde julho do ano passado, quando o pior da crise financeira internacional já havia passado. Em 2008, o saldo de empregos foi de 1.452.204, resultado 10% inferior ao de 2007.
Em dezembro de 2009, o saldo de empregos foi negativo em 415.192. As demissões sazonais, principalmente de temporários no comércio, indústria e serviços, tradicionalmente puxam para baixo os resultados dos meses de dezembro. Em dezembro de 2008, por exemplo, o saldo de empregos foi negativo em 654.946 vagas.
Apesar de ao fim de 2009 o país ter conseguido gerar empregos, os efeitos da crise financeira se viram presentes nos primeiros meses do ano - o Caged só passou a apresentar saldo mensal positivo a partir de abril. Um sinal disso foi que o valor pago em seguro-desemprego foi recorde, somando R$ 19,57 bilhões. No ano anterior, o total havia sido de R$ 14,71 bilhões.
Devido ao recorde, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) registrou seu primeiro deficit anual desde a sua criação, em 1992. As receitas do fundo em 2009 somaram R$ 35,01 bilhões, contra R$ 33,27 bilhões no ano anterior. Já o total das destinações no ano passado superou o valor das receitas, ficando em R$ 36,83 bilhões. Em 2008, haviam sido de R$ 30,92 bilhões.


