Rio de Janeiro - O Produto Interno Bruto (PIB) somou R$ 1,937 trilhão em 2005. Com o valor, o Brasil avançou da 15para a 11 colocação no ranking das maiores economias do mundo, conforme cálculo da Austin Rating, com base nos dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados mostram que a taxa de investimento do País cresceu de 19,6% para 19,9%, a maior desde 1995, basicamente por conta do ''efeito preço'': os custos para investir subiram mais do que a inflação geral.
O ranking elaborado pela consultoria leva em conta o PIB de cada país expresso em dólares e mostra que o Brasil ultrapassou Holanda, Austrália, Índia e México. Na América Latina, passou à primeira colocação, à frente da economia mexicana. O economista da consultoria pondera, entretanto, que o avanço brasileiro foi determinado pela valorização do real frente ao dólar. Isso porque com a moeda local valorizada, o valor do PIB em dólares aumenta.
Ainda assim, ele indica que, conforme o crescimento deste ano, o Brasil tem condições de superar a Coréia do Sul (10 colocada), com um PIB US$ 3,6 bilhões à frente do brasileiro. Além da valorização cambial, o crescimento da economia em 2005, ainda que ''pífio'', ajudou, diz Agostini. Segundo o IBGE, a renda per capita brasileira foi de R$ 10,520 mil (0,8% acima de 2004, sem inflação). Com esta renda, o Brasil cai da 76 para a 72 colocação global.
Do PIB do ano passado, R$ 1,729 bilhões foram em valor adicionado e R$ 209,1 bilhões em impostos sobre produtos. O IBGE confirmou o crescimento de 2,3% (descontada a inflação) do PIB ano passado, conforme divulgado em fevereiro. Por setores, a divisão ficou assim: serviços R$ 985,3 bilhões, indústria R$ 690,601 e agropecuária R$ 145,8 bilhão (8,7% abaixo de 2004 em termos nominas).
Investimentos - Já pela ótica da demanda, a distribuição do PIB foi: consumo das famílias, R$ 1,075 trilhão; do governo R$ 378,7 bilhões, e investimentos, R$ 385,9 bilhões. A diferença entre exportações e importações de produtos foi de R$ 84,9 bilhões. O IBGE já havia divulgado que o investimento cresceu 1,6%, desempenho considerado fraco, comparado ao consumo, por exemplo, que avançou 3,1% e puxou o crescimento do PIB de 2005.
Apesar disso, a taxa de investimento registrou ligeira melhora. ''Os preços dos investimentos cresceram mais do que os preços médios da economia, por isso cresceu a participação no PIB'', explicou a gerente de contas trimestrais do IBGE, Rebeca Palis. Segundo ela, os preços médios da economia subiram 7,2% e os ligados ao investimentos (máquinas, construção), 9,6%. Além disso, os juros altos encareceram os financiamentos.
O IBGE também divulgou que a taxa de poupança ano passado foi de 22,2%, um ponto porcentual abaixo do ano anterior. A técnica do IBGE Maria Luara Mauanis explica que o crescimento do consumo reduz o que sobra de poupança na economia. De maneira simples, a poupança na conta nacional é o que resta para pagar dívidas ou investir, depois dos gastos, dentro da economia nacional, como num orçamento familiar.

mockup