As cooperativas de laticínios do Paraguai começam a se interessar pelo mercado brasileiro e iniciam exportação de produtos. Uma das primeiras indústrias a exportar é a Cooperativa Ferm Heim (Cop-Op), da cidade de Assunção. A Cop-Op está colocando o primeiro lote de dez toneladas de iogurte nas prateleiras dos supermercados curitibanos até o final do mês.
A cidade de Curitiba foi escolhida para testar a aceitação do produto, nos primeiros meses de exportação. Conforme o volume de vendas e a aprovação do consumidor, o iogurte será comercializado na região Sul e Sudeste do País.
Segundo o presidente da Câmara de Produtores Lácteos do Paraguai, Korni Pauls, a idéia de exportar iogurte surgiu como alternativa para ampliar as vendas, já que o Paraguai representa um mercado restrito. Pauls afirma que a exportação paraguaia no setor de laticínios ainda é pequena, mas que o Mercosul deve ampliar a exportação para Brasil, Uruguai e Argentina.
Formada por imigrantes brasileiros de origem germânica, a Cop-Op detém entre 15% e 18% do mercado paraguaio de laticínios. Outras empresas que dividem o espaço de vendas naquele país são a Trevo e a Láctea Land. A maior é a Trevo, com uma participação de 30% do mercado. A Trevo exporta queijo para o Brasil. A Láctea Land detém 20% das vendas.
Por enquanto, a Láctea Land não pensa em exportação. Mas o gerente de vendas da cooperativa, Wille Neufer, não descarta a possibilidade de manter relações comerciais com o mercado brasileiro. ‘‘Poderemos adotar o mesmo sistema da Cop-Op, mas ainda não temos uma estratégia neste sentido para os próximos meses’’, afirmou Neufer.
Ele disse que um dos fatores que impulsiona a exportação é a situação econômica paraguaia. ‘‘A situação paraguaia é crítica e o poder aquisitivo é pequeno’’, disse o gerente de vendas. O Paraguai ainda importa cerca de 40% dos produtos lácteos que consome.

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