Brasil combate barreiras com sanidade
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terça-feira, 10 de dezembro de 2002
Maigue Gueths<BR>Equipe da Folha 
Equipe da Folha
Curitiba Ontem, durante o Encontro Estadual de Cooperativistas, realizado em Curitiba, representantes das 193 cooperativas paranaenses comemoraram os bons resultados do setor nos últimos anos. Dentre as conquistas, as empresas, constituídas por 245 mil cooperados, ressaltaram a abertura de programas e linhas de crédito que permitiram modernizar a agroindústria e aumentar a exportação.
Segundo João Paulo Koslovski, presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), na década de 90 o Paraná deu um salto de até 50% em produtividade e aumentou a participação na exportação brasileira. Hoje 64% da exportação do Paraná são de produtos do agronegócio. Parte desses resultados, para ele, é fruto da visão estratégica do ministro da Agricultura e Pecuária, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, que participou do encontro das cooperativas.
Ele (Pratini de Moraes) soube valorizar a agricultura e teve força para garantir nossas reivindicações durante o governo, afirmou. O ministro também foi homenageado com o Troféu Ocepar 2002, entregue anualmente a personalidades externas com atuação reconhecida para o setor. Um dos programas mais citados foi o Moderfrota, que, segundo Pratini, permitiu aos agricultores modernizar a com a aquisição de máquinas e equipamentos a juros fixos.
Até outubro, as fábricas tinham vendido mais trator do que durante todo o ano passado, disse o ministro. Atualmente, quase todo o maquinário é fabricado no Brasil e a expectativa é exportar US$ 600 milhões em máquinas e equipamentos agrícolas até o final do ano.
O ministro salientou, ainda, sua prioridade em relação ao mercado externo. Por isso me dediquei a programas de sanidade animal, como o combate à vaca louca, a aftosa, a influenza. Porque o novo nome para o protecionismo é a saúde animal e vegetal, disse. E acusou os Estados Unidos e Canadá de terem inventado a vaca louca para impedir que o Brasil vendesse seu gado para o exterior. Mas eles inventam lá e eu desinvento aqui, afirmou.
Durante o encontro, Pratini também assinou os dois primeiros repasses de recursos através do Programa de Desenvolvimento Agroindustrial de Cooperativas (Prodecoop), que vai liberar R$ 250 milhões a cooperativas e agroindústrias até o final de 2003. A Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo) foi a primeira beneficiada, com R$ 20 milhões. Outro contrato, no valor de R$ 25 milhões, foi liberado para quatro cooperativas: Cooperativa Agropecuária Sudoeste Ltda. (Coasul), Cooperativa Regional Iguaçu Ltda. (Cotriguaçu), Cooperativa LAR e Cooperativa Agrícola Mista São Cristovão Ltda. (Camisc).


