São Paulo - O Brasil perdeu três posições na pesquisa de competitividade global do World Economic Forum, caindo da 54 posição para a 57, de um total de 104 países pesquisados. A economista-chefe do fórum, Jennifer Blanke, atribuiu a queda brasileira à situação macroeconômica do País em 2003, ano em que a pesquisa foi feita. Neste item em específico, o Brasil ficou em 97 posição entre os países pesquisados anualmente. O relatório foi apresentado na manhã de ontem, durante o II Congresso Internacional Brasil Competitivo.
A situação brasileira também é ruim se comparada a de países da América Latina. Pela pesquisa, o Chile tem o melhor desempenho, ficando na 22 posição no ranking mundial. Em seguida, vem o México, em 48º lugar. Depois estão: Costa Rica (50), El Salvador (53), Uruguai (54) e, em sexto lugar, aparece o Brasil. Entre os países desenvolvidos, a Finlândia é campeã, seguida dos Estados Unidos, Suécia e Taiwan.
O World Economic Forum compõe o índice de competitividade a partir de três áreas principais: ambiente macroeconômico, tecnologia e instituições públicas. O melhor desempenho é em tecnologia, com o País em 42 posição.
Para instituições públicas, a situação não é boa, em função do crime organizado e da falta de independência do Poder Judiciário, com a 53 posição. Além do mau desempenho macroeconômico, os gastos públicos também receberam nota baixa.
Simultaneamente ao índice de competitividade, o World Economic Forum divulga um índice de competitividade dos negócios, em que o desempenho brasileiro é melhor. Entre os 104 pesquisados, o Brasil está na 37 posição, o segundo melhor desempenho entre os latino-americanos. Novamente, o Chile está na frente, ocupando o 28º posto. Em seguida, Costa Rica, México e Colômbia. Entre os países ricos, há uma pequena inversão de posições, entre Estados Unidos e Finlândia.
Pela primeira vez neste ano, o World Economic Forum unificou os índices de competitividade de crescimento e dos negócios e criou um índice de competividade global. Nesta nova classificação, a situação brasileira é intermediária.
No índice de competitividade de crescimento, o País está em 57º lugar. No de negócios, 37º. No ranking de competitividade global, fica na 49 posição. Entre os países latino-americanos, é a melhor nota, perdendo novamente para o Chile. O México, uma das economias mais fortes da região, está em sexto lugar.

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