Nova York O Brasil caiu no ranking global de competitividade. Era o 54º em 2003 e agora é o 57º, segundo o Relatório de Competitividade do Fórum Econômico Mundial. A Finlândia lidera a classificação pelo segundo ano consecutivo. Estados Unidos, Suécia, Taiwan, Dinamarca e Noruega vêm a seguir.
O ranking considera o desempenho de 104 países industrializados e emergentes nos quesitos tecnologia, qualidade de instituições públicas medida, por exemplo, pela corrupção no governo e independência do Judiciário , competitividade de negócios e ambiente macroeconômico. Foi nesse último item que o Brasil teve o pior desempenho, o 80º lugar, puxando para baixo a classificação geral. Nos demais, se saiu melhor: 42º em tecnologia, 50º em instituições públicas e 38º em competitividade de negócios.
Ao explicar a nota para o ambiente macroeconômico do Brasil, o economista-chefe e diretor do Programa de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), Augusto Lopez-Claros, comentou que estava ciente dos elogios que a equipe econômica brasileira ganhou na reunião anual conjunta do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (Bird) ''por conta do ajuste fiscal relativamente bem-sucedido''.
Contudo, disse ele, ''nosso ranking não dá crédito pelo desempenho histórico; ou seja, se um país reduz o déficit de 2003 para 2004, como foi o caso do Brasil. Nossos índices ainda medem o tamanho do déficit fiscal, que é um dos componentes no cálculo do índice de ambiente macroeconômico, que coloca o Brasil em 80º lugar entre os 104 países avaliados''.
Ele ressaltou que a metodologia do WEF faz uma comparação horizontal entre os países em um determinado momento e não uma comparação vertical sobre o desempenho histórico de cada país. ''O Brasil melhorou seu quadro fiscal, mas permanece em situação relativamente fraca, tem ainda um déficit muito grande. Essencialmente, a economia brasileira terá de apresentar superávits primários durante vários anos para cumprir suas obrigações da dívida pública. A situação melhorou, mas ainda permanece difícil'', disse o economista.

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