Brasil bate recorde histórico de exportação de carne bovina
Com receita de US$ 18,3 bilhões, setor consolida novo patamar, amplia valor agregado e reforça peso na balança comercial
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Com receita de US$ 18,3 bilhões, setor consolida novo patamar, amplia valor agregado e reforça peso na balança comercial

O Brasil encerrou 2025 com o maior desempenho de sua história nas exportações de carne bovina. Considerando carnes in natura e industrializadas, miudezas e subprodutos, os embarques somaram 3,853 milhões de toneladas, alta de 20,7% sobre 2024. A receita avançou quase 40% e atingiu US$ 18,365 bilhões, segundo dados da Secex/MDIC compilados pela Associação Brasileira dos Frigoríficos (Abrafrigo). O resultado consolidou o setor como um dos principais ativos estratégicos da balança comercial.
Além do recorde pontual, o desempenho sinaliza mudança estrutural. A carne bovina deixou de depender apenas de volume e passou a capturar valor em mercados mais exigentes. Em 2025, foi o segundo produto da pauta agropecuária e o quarto da pauta geral, atrás apenas de petróleo, soja e minério de ferro.
A combinação de maior volume com preços médios em alta explicou o salto de faturamento. A carne in natura respondeu por 90% das vendas externas, com US$ 16,59 bilhões (+42,3%) e 3,083 milhões de toneladas (+21,1%). Ao longo do ano, sucessivos recordes mensais indicaram demanda firme e competitividade, em um cenário global marcado por tensões geopolíticas.
O Brasil exportou para 177 destinos, estratégia que amplia oportunidades, mas a concentração segue elevada. A China respondeu por 48,2% da receita (US$ 8,845 bilhões), enquanto os dez principais mercados somaram 83,8% do total. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com US$ 2,064 bilhões (+25,9%), apesar de tarifas adicionais entre agosto e outubro.
A União Europeia teve um dos melhores desempenhos, com alta de 76,5% em valor. O acordo Mercosul–UE abre oportunidades, embora salvaguardas europeias limitem ganhos. Para 2026, a Abrafrigo projeta consolidação, com avanço gradual em mercados tecnicamente complexos como Japão e Coreia do Sul, em meio a disputas comerciais e novas barreiras.
Com assessoria de imprensa

Da Redação
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