Brasil aumenta volume de vendas aos EUA
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 07 de março de 2003
Agência Folha 
São Paulo Ao mesmo tempo em que o governo e os chamados setores produtivos, em maior ou menor grau de envolvimento no debate, se debruçam para avaliar os efeitos da formação da Alca, o Brasil vê aumentar a participação entre os mercados de suas exportações do país com o qual travará a maior disputa na mesa de negociações.
Em 2002, pela primeira vez desde os anos 80, os EUA passaram a União Européia (entre os blocos econômicos) como principal destino das exportações brasileiras. Dos US$ 60,3 bilhões em exportações, 25,7% (ou US$ 15,49 bilhões) foram para o mercado norte-americano. Os países que formam a UE absorveram o equivalente a 25% (US$ 15,07 bilhões). Em 2001, era o inverso: a parcela que coube aos EUA nas exportações de US$ 58,2 bilhões fora de 24,7% e a da UE, 25,5% (US$ 14,8 bilhões). O Mercosul, em 1995 destino de 14% das vendas, reduziu sua fatia no bolo para 5% ao final de 2002. O fôlego das exportações aos vizinhos do Cone Sul foi retomado só nos últimos meses, com os sinais de que o colapso econômico da Argentina teve fim.
Levantamento da Funcex (Fundação de Estudos de Comércio Exterior) aponta que, entre 1990 e 1998, as exportações para os EUA seguiram a mesma evolução dos demais tradicionais compradores do Brasil. Mas, a partir de 1999, no entanto, o mercado americano ''se descolou''. Entre 1999 e 2002, as vendas aos parceiros do Norte acumularam alta de 73,6% - em quantum (quantidade). Bem acima da média da expansão brasileira para todos os blocos, que ficou em 42,4%. No mesmo período, por exemplo, o volume exportado para a UE cresceu não mais que 31,7% e para o Japão, 18,2%.
A estimativa dos economistas da entidade é a de que os EUA elevem em meio ponto sua participação na pauta de exportações brasileiras e de que a UE perca meio ponto percentual em 2003.


