Brasil aumenta exportação para 101 países
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de agosto de 2004
Renata Veríssimo<br> Agência Estado 
Brasília - As exportações brasileiras para mercados não tradicionais, que somam 101 países, cresceram 72% de janeiro a julho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento divulgado ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. ''Sem descuidar dos nossos principais parceiros, estamos buscando novos mercados e diversificando a pauta exportadora do Brasil'', ressaltou o ministro Luiz Fernando Furlan.
O levantamento mostra que a venda para esses países cresceu de US$ 4,3 bilhões em 2003 para US$ 7,5 bilhões nos sete primeiros meses deste ano. Em valores absolutos, segundo o MDIC, este crescimento é maior do que o registrado nas exportações para os três principais parceiros comerciais do Brasil Estados Unidos (US$ 1,115 bilhão), Argentina (US$ 1,773 bilhão) e China (US$ 815 milhões).
Enquanto em 2003 os mercados considerados não tradicionais representavam 11,2% de tudo o que o País vendia no exterior, neste ano eles já compram 14,4% dos produtos brasileiros. Três países conseguiram quebrar a barreira dos US$ 500 milhões e compraram valores superiores nos primeiros sete meses do ano: Colômbia (US$ 553 milhões, alta de 45%), Irã (US$ 649 milhões, alta de 44,8%) e África do Sul (US$ 509 milhões, aumento nas vendas de 37%).
Até julho, as vendas do comércio exterior pularam de US$ 39 bilhões em 2003, para US$ 52 bilhões em 2004. ''Isto mostra que nosso superávit é sustentado pelo aumento das exportações e não pela queda de importações. E o crescimento das vendas para esses países dá consistência a esse resultado'', destacou o secretário de Comércio Exterior, Ivan Ramalho.
Escandinávia - Furlan, que faz visita de cinco dias a países escandinavos, disse ontem, por meio de sua assessoria, que o Brasil tem interesse em triplicar as exportações brasileiras para esta região. Atualmente, o Brasil representa apenas 0,3% das compras destes países.
Para o ministro, a região representa um bom potencial não só pela alta renda per capita como também pelas boas relações que o Brasil tem com a Suécia, por conta da rainha Sylvia, que deve vir novamente ao Brasil até o final do ano.
''Estes países sinalizaram também que têm grande interesse em transformar o Brasil em plataforma de exportação de seus produtos para os países da América Latina'', disse o ministro. O objetivo da visita de Furlan é atrair investidores ao Brasil, principalmente na área de infra-estrutura, e promover os produtos brasileiros no exterior. Furlan começou a visita pela Noruega e ontem esteve na Suécia, onde visitou as fábricas da Ericsson e da Volvo.


