Rio O Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas pelo país) brasileiro ficou em R$ 1,32 trilhão no ano passado, com crescimento de 1,52% em relação ao ano anterior.
Já o PIB per capita (PIB dividido pelo número de habitantes do país) ficou em R$ 7,567. Esse resultado é 0,21% superior ao de 2001.
Os números foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que também calculou a renda nacional bruta (PIB menos o saldo entre a renda enviada ao exterior e a renda recebida do exterior) em R$ 1,27 trilhão.
A poupança bruta, que corresponde à renda disponível bruta menos as despesas de consumo final, foi de apenas R$ 237,38 bilhões.
A capacidade de financiamento da economia nacional ficou negativa em R$ 17 bilhões no ano passado. Entretanto, o número foi melhor que o de 2001, quando a capacidade de financiamento foi negativa em R$ 54,59 bilhões.
Essa diminuição no saldo negativo deve-se ao bom desempenho na balança comercial de bens e serviços do País em 2002. Isso porque, no ano passado, as exportações somaram R$ 27,89 bilhões a mais do que as importações. Em 2001, o quadro foi o inverso, quando as importações ficaram superiores em R$ 11,9 bilhões em relação às exportações.
A participação das instituições financeiras no PIB aumentou para 8,61% no ano passado. Em 2001, o setor tinha uma fatia de 6,58% do PIB.
Perderam espaço no PIB em 2002 setores produtivos como Agricultura (de 8,38% para 8,23%), Indústria da Transformação (de 22,59% para 22,43%), Construção Civil (de 8,52% para 7,98%), Comércio (de 7,46% para 7,29%) e Transporte (2,69% para 2,22%).
Para o gerente de Contas Nacionais do IBGE, Roberto Olinto, além das taxas cobradas por serviços bancários, como saques e talões de cheques, o crescimento da participação deve-se também ao aumento do ganho de bancos e demais instituições financeiras ao emprestar. ''Há um ganho na intermediação financeira, na diferença entre os juros pagos e os juros recebidos'', disse Olinto.

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