São Paulo - Brasil, Argentina e Estados Unidos vão assinar um conjunto uma carta a ser enviada ao governo da China na qual estarão expressas as preocupações dos signatários acerca das sucessivas barreiras à soja e derivados aplicadas recentemente em portos chineses. A carta vai propor um trabalho conjunto com a Administração Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena (Aqsis).
A decisão pela assinatura conjunta da carta foi tomada na sexta-feira, em Buenos Aires, durante reunião entre exportadores dos três países com o ministro da Agricultura do Brasil Roberto Rodrigues; com o secretário de Agricultura da Argentina Miguel Campos; e com o subsecretário de Agricultura dos EUA Jim Butler. O setor privado foi representado no encontro pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec), Cámara de La Industria Aceitera de la República Argentina (Ciara), Centro de Exportadores de Cereales (CEC), National Oilseeds Processors Association (Nopa) e North American Export Grain Association (Naega).
No encontro de Buenos Aires, o setor privado mostrou aos ministros que a China depende de importações de soja e derivados, e que os três países podem atender à demanda desde que o comércio não seja obstruído por regras técnicas inconsistentes.
Os exportadores também disseram aos ministros que a China deve ser convencida a respeitar contratos internacionais amplamente aceitos por todos os demais países participantes do comércio. A carta a ser enviada ao governo chinês sugerirá a criação de um grupo de trabalho conjunto, com representantes dos quatro países, com o objetivo de rever os regulamentos hoje vigentes na China e adequar as regras às normas da Organização Mundial do Comércio (OMC).

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