Brasil articula mudanças na classificação da carne
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terça-feira, 27 de fevereiro de 2001
Agência Estado 
Superada crise do embargo da carne, Brasil articula mudança de classificação da carne exportada para o Canadá
Os secretários de Defesa Agropecuária, Luiz Carlos Oliveira, e da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec), Ênio Marques, embarcam hoje, 28, para Bruxelas, Bélgica, com a missão de conseguir melhorar a classificação do produto brasileiro quanto à incidência de BSE (a doença da vaca louca) na avaliação da Comunidade Européia.
O Brasil usará as mesmas informações obtidas para acabar com o embargo das exportações de carne bovina aos países do Nafta para melhorar a classificação no mercado europeu.
A informação foi confirmada pelo presidente da Abiec, Edivard Vilela de Queiróz. Para ele, a decisão do Canadá e dos Estados Unidos de suspenderem o embargo veio no momento certo.
Uma das consequências mais imediatas do fim do embargo é que o Brasil deverá estender à Europa os mesmos critérios de certificação de origem que será adotada com os países do Nafta, disse o presidente do Fundo de Defesa da Pecuária de Corte (Fundepec), Pedro de Camargo Neto. Ele explicou que, com isso, o País deverá sair da classificação de risco médio (2), que ocupa juntamente com os Estados Unidos, para risco mínimo (1), a mesma posição de Argentina e Austrália.
O aval dado pelo Nafta ajuda, disse Camargo Neto. Ele acabou contribuindo para melhorar o relacionamento com os países europeus e o que eles vêm pedindo. Segundo ele, o selo de origem, que passará a ser obrigatório nas vendas de carne bovina para o Canadá, será usado também para os EUA e os países da Europa.


