Brasil aposta na alta das exportações com a China na OMC
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2001
Agência Lusa<br>De Genebra 
A entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC), que aconteceu oficialmente ontem, abre grande perspectivas para os produtos brasileiros. Segundo um negociador brasileiro em Genebra, sede da OMC, o Brasil aposta num aumento considerável das exportações brasileiras à partir do ano que vem, tanto na área agrícola como nos setores de tecnologia de ponta, especialmente de aviões.
Só pelo tamanho da população 1,2 bilhão, dos quais 600 milhões são consumidores a China é, potencialmente, um dos maiores mercados do mundo. De imediato, o Brasil ganha com a entrada da China na OMC em duas frentes. Primeiro, a China, que até agora competia no mercado internacional de acordo com suas próprias regras e padrões, agora terá suas práticas de subsídio, pirataria ou dumping vigiadas de perto pela OMC. Produtos copiados terão que respeitar patentes e a pressão será grande na OMC para que o país acabe com o dumping social, isto é, de usar mão-de-obra semi-escrava. Segundo, a OMC vai obrigar a China a tratar todos os parceiros em igualdade de condições. Isso significa que as concessões que a China der aos Estados Unidos terá que dar também ao Brasil. O comércio entre Brasil e China atingiu US$ 2,84 bilhões em 2000: o país exportou US$ 1,62 bilhão e importou US$ 1.22 bilhão.
A produtora de jatos Embraer também está apostando no mercado chinês. Depois da visita do presidente Jiang Zemin ao Brasil, em abril, a empresa recebeu de empresas chinesas encomendas de 40 jatos. As projeções indicam que a China vai precisar de 1.764 mil aviões nos próximos 20 anos para interligar o país.


