Brandão quer trazer R$ 500 mi do Pronaf
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quinta-feira, 12 de junho de 1997
Vânia Casado Curitiba 
ArquivoHermas Brandão quer 30% dos recursos do Programa de Agricultura FamiliarO secretário da Agricultura e do Abastecimento, Hermas Brandão, está negociando a vinda de 30% dos recursos do Pronaf - Programa de Financiamento da Agricultura Familiar - para o Paraná. Ele justificou que o Estado tem 400 mil propriedades agrícolas e 80% delas são inferiores a 20 hectares. O plano de safra 97/98 prevê a liberação de R$ 1,5 bilhão para a agricultura familiar, sendo R$ 1 bilhão para o custeio e R$ 500 milhões para investimentos.
A dificuldade que está sendo encontrada para agilizar a liberação dos recursos, segundo Brandão, é a falta de garantia real por parte dos pequenos produtores, arrendatários, meeiros e porcenteiros que recorrem aos financiamentos do Pronaf. Normalmente os bancos fazem exigências em propriedades e o produtor não tem como atendê-las, daí a dificuldade de finalizar os contratos, justificou. Para isso o secretário está propondo a formalização de um Fundo para avalizar os empréstimos dos pequenos produtores.
Segundo Brandão a sugestão já foi feita ao ministro da Agricultura, Arlindo Porto, quando ele esteve em Brasília esta semana, que ficou de avaliar tecnicamente o assunto. Para o secretário, o Fundo de Aval é perfeitamente viável já que a inadimplência dos pequenos produtores é muito baixa, não chega a 2% e além disso, o banco cobraria uma taxa de 1% sobre o valor financiado para formar o fundo e cobrir possíveis inadimplências.
Sobre o plano de safra, cujo anúncio oficial, foi prorrogado para o dia 28 de junho, Brandão disse que ficou satisfeito porque a essência do plano atende as principais reivindicações do Paraná apresentadas há dois meses atrás. Ele citou como medidas benéficas ao Estado a redução dos juros dos financiamentos e a elevação do preço mínimo em 7% para o algodão, que na sua avaliação será fundamental para incentivar o plano de recuperação do plantio de algodão, que está sendo coordenado pela Seab.
Segundo Hermas Brandão a posição do Paraná durante a elaboração do plano de safra é sempre muito respeitada em função do dinamismo de sua produção agrícola. Por isso esteve novamente na capital federal junto com empresários que foram pedir no Senado a liberação dos empréstimos internacionais destinados ao Estado.
Apesar de a agricultura paranaense ser a mais forte do país, Brandão ressaltou a necessidade desses empréstimos que seriam aplicados pelo Paraná 12 meses, um programa que vai promover emprego e renda entre os pequenos produtores, portanto vai criar condições para ampliar a capacidade de pagamento do Estado dos empréstimos. Brandão frisou que esses recursos são fundamentais para melhorar as condições de vida no campo.


