São Paulo - O Bradesco, maior banco privado do País, conseguiu obter nos EUA o status de ''Financial Holding Company', o que significa, na prática, receber o sinal verde para exercer atividades bancárias em território americano em condições de igualdade com os bancos locais. Desde fevereiro de 2002, o Itaú, principal concorrente privado do Bradesco, já possuía esse status. O Itaú foi o primeiro banco da América Latina a obter essa autorização.
Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Bradesco informou que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), concedeu o status no último dia 30 de janeiro. Além de uma agência em Nova York, o Bradesco já opera nos EUA por meio da subsidiária Bradesco Securities, que faz intermediação de compra e venda de ações, bem como operações com ADRs (American Depositary Receipts, títulos de empresas brasileiras nos EUA) e outros papéis.
O Bradesco diz que, com o novo status, vai ampliar ''a oportunidade de explorar várias atividades financeiras no mercado americano, contribuindo para o incremento do volume de transações com empresas brasileiras e atraindo o fluxo de recursos de investidores globais para o Brasil''. Segundo o banco, o status é concedido pelo Fed ''após rigorosa análise de diversos aspectos determinados pela legislação bancária norte-americana, entre os quais o elevado nível de capitalização do Bradesco e a qualidade de sua administração''.
''Quando entender conveniente'', o Bradesco diz que vai operar nos EUA em operações no mercado de valores mobiliários, aquisições, fusões, gerenciamento de portfólio e serviços financeiros, administração de carteiras de fundos mútuos e vendas de seguros.

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