ArquivoNa mira dos bancosO setor sucroalcooleiro tem muito espaço para se modernizar, segundo o presidente do BradescoO Bradesco inaugurou sábado ‘‘o fim do usineiro clássico’’, como definiu seu presidente, Lázaro Brandão. O banco se associou às usinas Santa Elisa, da família Biagi, em Ribeirão Preto, e São Geraldo, dos Simioni, em Sertãozinho _ duas das maiores empresas de açúcar do País. O banco vai se associar ‘‘a todas que se candidatarem’’, anunciou Brandão. As próximas associações a serem anunciadas devem ser no Estado do Paraná. A iniciativa do Bradesco será seguida por grupos da Holanda e do Japão, que estão de olho na co-geração de energia elétrica a partir do bagaço de cana.
Na nova empresa, ainda sem nome definido, o Bradesco terá participação inicial de 15%, sendo metade em debêntures conversíveis, com investimento de R$ 30 milhões. A Santa Elisa ficará com 72% e a São Geraldo com 13% da nova empresa, com faturamento de R$ 500 milhões previsto no próximo ano, ou 65% mais que as duas juntas estão girando nesta safra. Juntas, a Santa Elisa e São Geraldo esmagam anualmente quase 8 milhões de toneladas de cana, produzem 9 milhões de sacas de açúcar e 330 milhões de litros de álcool.
O Bradesco tem crédito de R$ 500 milhões nas 43 usinas e destilarias da região, o equivalente a 10% do que o mercado empresta para todo o setor, informa o diretor regional do banco, Ademir Cossiello. Apesar do fôlego financeiro e da vontade de entrar na produção sucroalcooleira, o Bradesco vai enfrentar nas próximas associações a concorrência de grupos econômicos da Holanda e Japão.
O Banco Ribeirão Preto, do Grupo Adriano Coselli, está negociando com empresas desses países interessadas em associar-se ou comprar usinas. ‘‘Só estamos esperando eles baterem o martelo’’, conta o diretor do banco, Nelson Rocha Augusto.

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