O Bradesco anunciou ontem a conclusão de um acordo para a aquisição do BCN (Banco de Crédito Nacional S/A). A operação, cujo valor não foi revelado, confirma os rumores surgidos após o fracasso da negociação de venda do BCN para o banco espanhol Bilbao Vizcaya (BBV). Em nota à imprensa, a diretoria do Bradesco informou ter concluído entendimentos com os acionistas controladores do BCN para ‘‘dar início aos procedimentos administrativos e legais visando à aquisição’’ da instituição.
As empresas coligadas do BCN também serão alvo da operação, segundo a nota do Bradesco. A compra do BCN irá alterar a posição do Bradesco no ranking de
instituições financeiras pelo critério de patrimônio líquido. O Bradesco, hoje terceiro banco em patrimônio líquido, será elevado à liderança do sistema financeiro por esse critério, superando os estatais Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal (CEF).
De acordo com levantamento realizado pela consultoria Austin Asis, o Bradesco tinha, em junho deste ano, US$ 5,315 bilhões de patrimônio líquido. O BCN, segundo a mesma fonte, possuía US$ 1 bilhão. O Banco do Brasil, por exemplo, tinha US$ 5,3 bilhões de patrimônio líquido em junho deste ano. O Bradesco já era o maior banco privado do País, com ativos no valor de US$ 38,3 bilhões. Com a aquisição do BCN, os ativos do Bradesco subirão para pouco mais de US$ 50 bilhões.
O Itaú, segundo maior banco privado do País e que recentemente comprou o Banerj (Banco do Estado do Rio de Janeiro) em leilão, tem US$ 28,5 bilhões em ativos. ‘‘É uma aquisição estratégica e agressiva e o Bradesco irá se isolar na liderança do sistema financeiro’’, avalia o consultor Erivelto Rodrigues, diretor da Austin Asis.

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