Rio - O Bradesco, único participante no leilão do Banco do Estado do Amazonas (BEA), realizado ontem na Bolsa do Rio, pagou R$ 182,914 milhões pelo banco amazonense, o preço mínimo estipulado para a venda. O Itaú chegou a apresentar documentos para pré-identificação ao leilão, mas não depositou garantias e ficou fora da disputa.
A liquidação financeira do leilão e assinatura do contrato de compra e venda das ações do BEA estão marcados para o dia 29 de janeiro.
O banco havia sido avaliado por duas consultorias, que apontaram valor econômico mínimo de R$ 195,4 milhões para 100% das ações representativas do capital social da instituição.
Como a União tem 98,5% do capital social da instituição, dos quais 10% serão oferecidos para os empregados, com 50% de desconto, o lance mínimo caiu para R$ 182,9 milhões.
O BEA tem 36 agências, sendo 10 na capital amazonense e 26 no interior do Estado, além de 48 postos de atendimento bancário. A sua base de clientes está em 170 mil.
A compra do BEA não traz grandes alterações no patrimônio e volume de ativos administrados pelo Bradesco. Até setembro do ano passado, os ativos totais do banco amazonense totalizavam R$ 622,123 milhões e o patrimônio líquido, R$ 138,648 milhões.
O Bradesco, sem computar a aquisição do BEA, conta com ativos no valor de R$ 116,281 bilhões e patrimônio líquido de R$ 9,633 bilhões. Esses valores incluem a compra do Mercantil de São Paulo.

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