A equipe do Bradesco que trabalha na 43 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina tem motivos de sobra para rir à toa. Em menos de uma semana de trabalho, ela conseguiu superar o resultado do ano passado. Segundo o diretor regional do banco no Paraná, Idevalter Borba, até quinta-feira o Bradesco já havia recebido R$ 2,6 milhões em propostas de financiamentos contra R$ 2 milhões registrados em 2002. ''Dessa vez, a expectativa é passar dos R$ 5 milhões''.
Entre as várias linhas de crédito oferecidas pela instituição a mais requisitada é a Moderfrota. Através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ela ajuda o homem do campo a comprar novos veículos e equipamentos rurais. ''Normalmente, financiamos 80% do valor do bem, mas durante a Exposição este índice é de 90%'', completou Borba. Para agricultores com renda bruta anual de até R$ 150 mil, a taxa de juro é de 9,75% ao ano. Acima desse rendimento, a correção é de 12,75%.
Na opinião dele, o principal motivo para esse crescimento é a boa fase em que vive a agropecuária no Estado. ''O agronegócio está intrinsecamente ligado ao Bradesco principalmente nas cidades do interior. Quanto mais dinheiro emprestamos, mais clientes conseguimos e mais rápido gira a economia'', disse Borba. Em 2002, o banco financiou R$ 112 milhões entre safra, pré-custeio e safrinha. Para este ano, a expectativa é ainda maior.
De acordo com Borba, o norte do Paraná tem um significado muito importante para o Bradesco. Foi nesta região que surgiram suas primeiras agências (Cambé, Rolândia e Londrina, entre outras). Em todo Estado, o banco dispõe atualmente de 177 agências próprias e outras 155 postais. ''Até o final deste ano, devemos ampliar essa parceria com os Correios para 250 municípios'', adiantou o diretor bancário.

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