São Paulo - O Bradesco anunciou ontem que registrou lucro líquido de R$ 2,002 bilhões nos primeiros nove meses do ano, resultado 25,8% maior ao de igual período do ano passado. No terceiro trimestre o lucro do banco alcançou R$ 752,3 milhões, o que mostra um crescimento de 17,3% em relação ao segundo trimestre de 2004 e avanço de 33% na comparação com igual período do ano passado.
O resultado do terceiro trimestre supera as estimativas feitas por analistas da consultoria Thomson Financial, de lucro próximo a R$ 678 milhões. Dois fatores contribuíram com o desempenho do banco no período, aumento da carteira de crédito e das receitas de serviços.
A carteira de crédito do Bradesco teve expansão de 13,6%, em comparação ao final de setembro de 2003, e totalizou R$ 60 bilhões. Essa expansão foi ''puxada'', basicamente, pela maior demanda por operações de empréstimos em reais. No terceiro de trimestre, o crescimento da carteira foi estimulado principalmente por empréstimos à micro, pequenas e médias empresas.
As receitas de prestação de serviços incluindo ganhos com tarifas somaram R$ 1,455 bilhão, expansão de 26,4% em relação a setembro de 2003. Na comparação trimestral, o avanço foi de 5,8%.
Segundo o banco, o crescimento das receitas de serviços é um reflexo do aumento na base de clientes e das operações. O juro alto, que tem como referência a taxa básica (Selic), também favorece as receitas de serviços. A taxa básica da economia brasileira, que está atualmente em 16,75% ao ano, é um das mais altas do mundo.
O Bradesco alcançou a marca de 15,3 milhões de correntistas, sendo 14,3 milhões de pessoas físicas e um milhão de jurídicas. Além disso, conta com 32,1 milhões de contas de poupanças. Os ativos do grupo eram de R$ 179,7 bilhões ao final de setembro, 9,3% superior a igual período do ano anterior. O patrimônio líquido somava 14,7 bilhões.
O Bradesco é o segundo banco privado brasileiro de grande porte a divulgar os números referentes ao terceiro trimestre. O primeiro foi o Santander-Banespa, que lucrou R$ 385,29 milhões de julho a setembro, acumulando R$ 1,251 bilhão nos primeiros nove meses de 2004.

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