Curitiba - A partir de hoje a BRA Transportes Aéreos passa a operar vôos diários no aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba e em Porto Alegre (RS). O incremento dos vôos na região Sul fazem parte da segunda etapa de expansão da empresa, que desde o último dia 21 vem implementando vôos domésticos regulares em todo País com preços até 30% mais baixos do que a concorrência.
De Curitiba, inicialmente estão previstos vôos diários com destino ao Rio de Janeiro, Porto Alegre e para São Paulo, nos aeroportos de Guarulhos e Cumbicas, em Congonhas, na Região Metropolitana de São Paulo. Também está prevista a chegada de um vôo de Porto Alegre e dois de São Paulo, a partir do aeroporto de Congonhas. O preço das passagens varia de R$ 99,00 (para São Paulo) a R$ 189,00 (para o Rio de Janeiro).
De acordo com o presidente da empresa, Humberto Folegatti, a implantação de vôos regulares em outras cidades do Paraná, em especial Londrina, é uma das prioridades da companhia. O projeto só não pode ser concretizado por enquanto, segundo ele, porque o Aeroporto de Congonhas não dispõe de infra-estrutura para aumentar seu movimento de vôos. Por outro lado, os clientes dessas cidades não têm interesse por vôos com destino ao aeroporto de Guarulhos.
Até o início dos vôos regulares, a empresa oferecia apenas vôos fretados (charter) para 35 destinos diferentes, operando 540 viagens por mês, o que a colocava como a terceira maior operadora de turismo no País.
''Começamos a organizar vôos charters para pegar passageiros com percurso superior a 1000 quilômetros. E a partir de 2005 começamos com os vôos regulares'', conta Folegatti, ressaltando que a filosofia da empresa baseia-se na necessidade de criar maior oportunidade de acesso ao transporte aéreo. Pesquisas da BRA apontam que apenas 3,5% da população brasileira viajam de avião, e que 5 milhões de brasileiros utilizam ônibus para viagens por mais de oito horas.
Voltada para esse nicho de mercado, a empresa passou a operar com vôos a preços baixos. A expectativa é fechar este ano com o transporte de 1,5 milhão de passageiros, cerca de 200 mil a mais do que em 2004. Para o ano que vem, a empresa, que tem hoje 10 aeronaves (Boing 737-300 e 737-400), tem planos de comprar mais sete aviões, aumentando sua frota em 70%. ''Nosso desafio é aumentar a frota, e continuar com o mesmo nível de ocupação, conseguindo manter os preços'', diz Folegatti. Hoje a empresa mantém 80% de ocupação em seus vôos, um dos mais altos índices entre as companhias aéreas.

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