Rio de Janeiro - A defasagem do preço da gasolina no Brasil já chega perto dos 50%, de acordo com cálculos de uma trading internacional especializada no comércio de combustíveis. E a tendência, na opinião dos especialistas, é que as cotações internacionais se mantenham ou até subam, o que justificaria novos aumentos no preço dos combustíveis.
Mesmo assim, o presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, voltou a afirmar ontem que a empresa ainda espera a definição de um novo patamar nos preços internacionais para definir pela realização de novos aumentos. De acordo com os cálculos da trading, a gasolina no Golfo estava custando R$ 1,04 por litro, enquanto no Brasil o combustível sai das refinarias, sem impostos, a cerca de R$ 0,70. No caso do diesel, a defasagem chega a 14%.
Apesar do aumento da defasagem, especialistas defendem a resistência da Petrobras em promover novos reajustes. ''A manutenção de preços para evitar um colapso nos índices de inflação é legítima. Mas é preciso que fique claro que está sendo feita política pública com uma empresa que tem acionistas privados'', comenta o diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), Adriano Pires.(AE)

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