BR pode fazer concessões para ter acordo até abril
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sábado, 27 de janeiro de 2007
Agência Estado 
Davos- O Brasil está disposto a fazer concessões no comércio de bens industriais e no setor de serviços, se houver chance de um acordo até abril nas negociações da Rodada Doha, disse ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para isso os Estados Unidos e a União Européia deverão melhorar suas ofertas para o comércio agrícola. Ele discutiu a rodada numa reunião com diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e vários dos principais negociadores.
Se americanos e europeus mostrarem disposição para um acordo, o Brasil tentará convencer os parceiros do Grupo dos 20 (G-20) a fazer as concessões necessárias a um entendimento, prometeu o presidente. Serão naturalmente, ressalvou Lula, ofertas proporcionais às possibilidades de cada país.
A Rodada Doha, afirmou, é um empreendimento político, mais do que econômico. Sua conclusão poderá abrir oportunidades de crescimento econômico nas áreas mais pobres, incluída a África, insistiu o presidente em vários momentos de sua participação no Fórum Econômico Mundial.
A conversa sobre as negociações comerciais, numa reunião fechada, foi parte da programação do Fórum. Se houver acordo até abril sobre os pontos mais complicados, será politicamente mais fácil concluir a rodada - este é o raciocínio. No fim de junho vence a autorização do Executivo americano para assinar acordos sujeitos apenas a aprovação, mas não a emendas, pelo Congresso. Se as grandes questões ainda estiverem abertas será mais difícil conseguir uma prorrogação ou renovação da autoridade para negociar. Esta é, pelo menos, uma suposição corrente entre os negociadores.


