Embora a segunda etapa da vacinação contra aftosa deva ocorrer entre 1º e 20 de novembro, a Secretaria da Agricultura está advertindo: bovinos e bubalinos com até um ano de idade precisam ser vacinados contra a doença até 30 de setembro.
A medida tem caráter preventivo diante da ocorrência de foco de febre aftosa no RS. E, como o Paraná faz fronteira com Argentina e Paraguai, países nos quais a doença foi constatada recentemente, o reforço sanitário visa maior proteção imunológica aos animais novos, aconselha o médico veterinário Walter Ribeirete, chefe da seção DDSA da Seab.
A imunização - não obrigatória por lei, mas fundamental para manter a sanidade de bovinos e bubalinos novos - precisa envolver animais destas duas espécies nascidos a partir de maio último, mês da primeira etapa da campanha estadual de vacinação obrigatória.
Os nascidos a partir de janeiro deste ano já foram vacinados. Porém, se torna ainda indispensável o reforço da dose neste momento para melhor cobertura vacinal. ‘‘Bovinos e bubalinos só adquirem defesa contra a aftosa depois da segunda imunização porque, até então, seu sistema imunológico não estava plenamente desenvolvido’’, esclarece Ribeirete .
A dose custa entre R$ 0,62 e R$ 0,65. Os animais - macho ou fêmea - podem ser vacinados a partir do primeiro dia do nascimento. Independentemente do atendimento do apelo feito pelas autoridades sanitárias, os proprietários de animais novos (bem como de outras idades) terão que efetuar nova imunização do rebanho na campanha oficial de novembro, esta sim legalmente obrigatória.

mockup