Bovespa volta a fechar acima de 20 mil pontos
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terça-feira, 02 de dezembro de 2003
Agência Folha 
São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou dezembro em clima de otimismo, favorecida pela valorização recorde dos títulos da dívida externa brasileira e pela divulgação de mais um sinal da retomada do crescimento da economia dos EUA. Ontem, o principal índice da Bolsa paulista fechou em alta de 1,67%, aos 20.520 pontos. Esse é o maior patamar da história do Ibovespa, criado em 1968. Foi o terceiro pregão consecutivo de ganhos.
Ontem foi divulgado que as fábricas dos EUA registraram em novembro o maior crescimento desde 1983, superando as previsões dos economistas. Com isso, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, e a Nasdaq, que reúne as ações de empresas de alta tecnologia, subiram mais de 1%.
No mercado internacional, o C-Bond, principal papel da dívida brasileira, chegou a ser negociado a 97,5% do valor de face, uma nova cotação recorde. Com isso, o risco Brasil despencou mais de 6% e chegou a operar abaixo do patamar de 500 pontos, pela primeira vez desde maio de 1998.
Há expectativas dos investidores estrangeiros em relação a uma melhora do ''rating'' (nota) da dívida do Brasil, após elogios feitos pela agência S&P (Standard & Poor's), e a uma eventual captação externa da República.
A divulgação da primeira prévia da nova carteira do Ibovespa, que vai vigorar entre janeiro e abril do próximo ano, também contribuiu para a alta de ações importantes. Ontem, Telemar PN subiu 3,03%, para R$ 43,40 o lote de mil. Já Vale PNA, que foi a segunda mais negociada, avançou 3,57%, para R$ 118,49.
A expectativa de mais um corte de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom), no próximo dia 17, também sustenta o desempenho positivo do mercado acionário. Ontem, o banco americano JPMorgan divulgou, em relatório, que espera uma redução de um ponto percentual na taxa Selic neste mês.


