Da mesma forma que subiu 4% anteontem, a Bovespa fechou em queda de 3,98% ontem. Também como anteontem, a liquidez continuou estreita, sendo que somente R$ 391 milhões foram movimentados em São Paulo. Objetivamente, nada mudou entre segunda e terça-feira; apenas, o sinal se inverteu. Se ontem houve correção da queda exagerada ocorrida no final da semana passada, nesta terça, o mercado ficou sem parâmetros, a não ser a Bolsa de Nova York. No pregão vespertino, o índice Dow Jones acelerou a queda para além dos 100 pontos e arrastou consigo o mercado doméstico. A Bolsa do Rio caiu 3,15%.
A agência Dow Jones creditou a queda à preocupação com a situação do Brasil - de maneira genérica, uma vez que não houve fatos novos que justificassem um reavivamento das preoupações, a não ser o novo/velho susto com déficit nominal acumulado, que passou dos 8% do PIB em setembro. Aparentemente, aqui a notícia havia sido antecipada, mas em Wall Street, não.
O mercado de juros realizou um movimento de ajuste nas taxas no mercado de futuros ontem, em reação às más notícias que circularam nas mesas de operação. Além da avaliação fundamentalista, que ontem ganhou um tom ainda mais cinzento com a percepção do quão grave é o número do déficit público divulgado anteontem, contribuíram para deixar o mercado ainda mais tenso ontem o temor de que o FMI tenha imposto medidas duras demais ao País para conceder a linha de ajuda financeira.
A evasão de divisas ontem praticamente dobrou em relação aos dias anteriores. Até as 19h20 haviam deixado o país US$ 271 milhões pelo câmbio flutuante e US$ 67 milhões pelo comercial.

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