Após seis meses como um dos negócios menos lucrativos para os investidores, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) voltou a liderar o ranking das aplicações em outubro. As ações tiveram ganhos de 6,85% no mês passado.
''Os investidores já começam a olhar mais para o futuro'', afirma Álvaro Bandeira, diretor da corretora Ágora. Segundo ele, os últimos meses, com a complicação no cenário argentino e as incertezas em relação à economia norte-americana, agravadas pelos atentados terroristas do dia 11 de setembro, haviam levado pessimismo ao mercado. ''Agora já há apostas numa melhora no cenário em breve, com uma recuperação da economia dos EUA e definição na situação argentina.''
As aplicações em fundos DI tiveram ganhos de 1,6% e nos CDBs (Certificado de Depósito Bancário) a valorização foi de 1,54%.
Quem aplicou em dólar teve ganho menor em outubro, de 1,05%. A queda na moeda norte-americana após meses com fortes ganhos no ranking se deve a um movimento de ajuste do mercado. O dólar havia atingido cotações muito altas, reflexo de um temor na piora de cenário internacional, e agora deverá reduzir sua valorização. Os negócios com ouro tiveram baixa de 4,44% em outubro. Em setembro, após os atentados terroristas aos EUA, os negócios com o metal haviam se acentuado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Na ocasião, analistas classificaram o movimento de migração para o ouro como migratório e consequência de um momento de incertezas.
Queda recorde O dólar encerrou o dia ontem com sua menor cotação em um mês. A moeda norte-americana fechou em baixa de 0,88%, a R$ 2,698. Em mais um dia de vários boatos em relação à Argentina, o mercado financeiro brasileiro continuou em calmaria. Ontem foi dia de vencimento de opções de contratos em dólar para novembro na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuro), o que ajudou a conter a moeda. Durante o dia, a moeda americana chegou a registrar baixa de 1,47%. ''Apesar da falta de boas notícias, o dólar já vinha perdendo o gás para subir há umas duas semanas. Agora as cotações passam por um ajuste'', avalia Luís Fernando Lopes, estrategista do banco JP Morgan.

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