Bovespa sobe pela 5ª vez. Títulos da dívida têm reação
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sábado, 07 de novembro de 1998
Agência Folha 
As declarações do diretor-gerente do FMI, Michel Camdessus, de que a ajuda financeira ao Brasil poderia ser anunciada na próxima semana, trouxeram mais otimismo aos já eufóricos mercados financeiros brasileiros. A Bolsa de Valores de São Paulo subiu 1,50%, acumulando uma alta de 25,64% nos últimos cinco dias. Os estrangeiros voltam, lentamente, ao mercado de ações. No ano, a Bolsa caiu 19,44%. Há saída líquida de R$ 1,9 bilhão de recursos externos da Bolsa até o final de outubro, mês no qual entraram R$ 27,8 milhões.
A confiança no País está se restabelecendo cada vez mais. Há dólares voltando por todos os lados: Anexo 4 (para a Bolsa), pelo comercial, pelo flutuante (um segmento do dólar turismo). O ataque especulativo acabou, diz James Ferraz Alvim, da Safic e do conselho da BM&F. Por problemas de fornecimento de energia, o sistema do Banco Central que informa o fluxo de dólares ao mercado ficou fora do ar ontem à tarde, a partir das 15h. As perspectivas eram de saldo positivo. Anteontem, o fluxo foi positivo em US$ 280 milhões pelo comercial e negativo em US$ 14 milhões pelo flutuante.
Os títulos da dívida externa brasileira voltaram a ter um dia de alta forte. O C-bond subiu de 64,5% do valor de face anteontem para 65,625% ontem. Na quinta-feira da semana passada, fechou em 60,625%. Os mercados futuros passaram a projetar juros e desvalorização cambial menores. Os ativos de risco voltam a encontrar demanda no mundo todo, diz Rodrigo Moraes, do Banco Rendimento. Na semana terminada ontem, por exemplo, US$ 4,5 bilhões voltaram à Bolsa de Valores de Nova York.


