Agência Folha
De São Paulo
A Bolsa de Valores de São Paulo conseguiu ontem se descolar do comportamento do mercado externo. Enquanto em Buenos Aires a Bolsa caiu 0,44%, a Bovespa registrou alta de 0,41%. No Rio, a alta foi de 0,14%. A Bolsa de Nova York, referência mundial, também registrou queda, de 0,24%. ‘‘Os clientes que saíram no pregão da segunda-feira, com o começo da crise na Argentina, voltaram hoje (ontem)’’, disse Clodoir Gabriel Vieira, economista da corretora Souza Barros.
Na opinião de operadores, a queda contínua apresentada na semana (a retração acumulada até ontem era de 1,4%) fez com que algumas ações tivessem o preço atrativo ontem, estimulando as operações de compra. A expectativa de que o FMI (Fundo Monetário Internacional) vá liberar um empréstimo à Argentina gerou otimismo. No cenário interno, a reforma ministerial ainda causa preocupação. Teme-se que o governo possa perder sua base política. Mas o fato de o presidente Fernando Henrique Cardoso ter garantido a permanência do ministro Pedro Malan (Fazenda) diminuiu o nervosismo.
O dia foi mais tranquilo também no mercado de câmbio. A cotação do dólar comercial ficou em R$ 1,822 (na venda), queda de 0,22% sobre anteontem. O governo fez um leilão de R$ 1 bilhão em NBC-Es (Notas do Banco Central, série Especial) de um ano. Os papéis são títulos com reajuste pela variação cambial e juros prefixados. A taxa paga foi de 14,99%. A colocação dos títulos no mercado e a redução do temor com a Argentina diminuíram a procura de dólar no mercado aberto e futuro.

mockup