A Bolsa de São Paulo fechou em alta de 2,53% ontem, com volume financeiro de R$ 885 milhões. A reação da Nasdaq e do Dow Jones à tarde permitiu a arrancada da bolsa paulista, que de resto está precisando de poucos pretextos para subir. É avaliação unânime que o mercado acionário doméstico tem todas as condições de ser a vedete neste início de 2001, sobretudo tendo em vista a expectativa de mais uma redução da taxa Selic em fevereiro.
Este sentimento acabou se sobrepondo à cautela, na antevéspera do depoimento do presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, ao Comitê de Orçamento do Senado dos Estados Unidos. Isso porque os investidores americanos se mostraram otimistas com o saldo dos resultados corporativos divulgados ontem. O setor financeiro foi beneficiado pelo lucro da Merrill Lynch, que ficou acima do esperado, o que motivou compras também das ações do Citigroup, JP Morgan e Amex. No setor de tecnologia, EMC e Computer Associates também anunciaram resultados além das expectativas.
O mercado de juros voltou a registrar forte queda nas taxas. Caso do contrato de DI futuro para julho, o mais líquido na BM&F, que anteontem registrava juro de 15,41% ao ano, diante de uma Selic atual de 15,25% e com perspectiva de queda até para 13% ao final do ano. A projeção deste contrato caiu ontem para 15,29%, mas ainda está alta considerando o cenário positivo. O dólar comercial operou em alta durante todo o dia ontem e encerrou na cotação máxima de venda, de R$ 1,963, com avanço de 0,31%.
(Márcia Pinheiro, Silvana Rocha e Marisa Castellani)

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