Bovespa sobe com ajuda de ações de commodities
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
Agência Estado 
A Bovespa teve um pregão marcado pelo baixo volume de negócios, mas encontrou espaço para a alta das ações. A bolsa brasileira avançou durante todo o dia e fechou com ganho de 1,85%, aos 59.781,63 pontos. O volume de negócios, de R$ 4,25 bilhões, correspondeu à metade da média diária de dezembro.
A principal notícia do dia foi o anúncio de que o presidente Michel Temer vetará parte do projeto que trata dos débitos estaduais com a União, no que se refere à recuperação fiscal. O clima mais benéfico no cenário interno foi reforçado na bolsa por fatores externos que contribuíram para as ordens de compra.
A alta do dia foi puxada principalmente por "blue chips" de setores ligados a commodities, especialmente Vale e Petrobras, cujos ganhos superaram os 2%. No caso da mineradora, as ordens de compra foram incentivadas pela alta de 1,1% do preço do minério de ferro no mercado à vista chinês e pela firme valorização de mineradoras internacionais. Ao final do pregão, Vale ON teve ganho de 3,17%, enquanto Vale PNA avançou 3,03%.
As ações da Petrobras enfrentaram volatilidade pela manhã, mas firmarem alta à tarde. Petrobras ON e PN avançaram 1,74% e 2,57%, respectivamente. As ações de bancos pegaram carona na melhora do humor do investidor e também subiram significativamente. Entre os destaques estiveram Santander Brasil Unit (+5,27%), Bradesco PN (+3,59%) e Itaú Unibanco PN (+2,35%).
Dólar
O dólar fechou em leve alta frente ao real, acompanhando o movimento do câmbio no exterior. Lá fora, as expectativas em torno do governo de Donald Trump nos Estados Unidos continuaram a alimentar o avanço ante divisas de economias desenvolvidas. Por aqui, as atenções dos investidores se concentraram no veto do governo sobre trechos do projeto de lei que prevê a renegociação das dívidas dos Estados com a União.
No mercado à vista, o dólar encerrou em alta de 0,05%, aos R$ 3,2775, tendo variado entre a máxima de R$ 3,2924 (+0,51%) e a mínima de R$ 3,2694 (-0,20%). De acordo com dados da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 1,461 bilhão. Já o dólar futuro para janeiro encerrou com elevação de 0,31%, aos R$ 3,2850, com giro de US$ 8,645 bilhões.
Juros
Os juros futuros encerraram praticamente com as mesmas taxas dos ajustes do dia anterior depois de uma sessão de pouquíssimos negócios. Ao término da sessão regular, o DI para janeiro de 2019 marcou 11,06%, mesma taxa no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2018 marcou 11,54%, ante 11,56%. O DI para janeiro de 2021 marcava 11,37%, nivelado ao ajuste da véspera.


