Bovespa segue exterior, cai 2,50% e volta aos 57 mil pontos
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quarta-feira, 09 de novembro de 2011
Agência Estado 
A Bovespa acompanhou de perto o desempenho dos mercados internacionais e fechou em forte queda, perdendo de uma vez o patamar de 59 mil pontos e de 58 mil pontos, para fechar no menor nível desde o primeiro pregão do mês. A promessa de renúncia do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, não enfeitiça mais o mercado e os investidores trataram de fugir do risco. O aumento das margens para a negociação dos títulos soberanos italianos adicionou estresse.
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 2,50%, aos 57.549,74 pontos, menor nível desde os 57.322,75 pontos registrados no primeiro pregão do mês. Na mínima, registrou 57.201 pontos (-3,09%) e, na máxima, 59.011 pontos (-0,03%). No mês, voltou a acumular perda, de 1,35% e, no ano, cai 16,96%. O giro financeiro totalizou R$ 6,084 bilhões.
O cenário instável na Europa, sobretudo em Itália e Grécia, fez com que os investidores fugissem do risco. Hoje, com a chamada de margem da câmara de compensação LCH.Clearnet, os preços dos bônus da Itália despencaram, provocando um forte aumento no yield (retorno ao investidor), que levou as taxas para novos recordes desde a criação do euro.
As bolsas, assim, desabaram. A da Grécia até que caiu pouco (-1,70%), antes da notícia de que o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, do Partido Socialista (Pasok), e Antonis Samaras, presidente do partido Nova Democracia e representante da oposição, não conseguiram chegar a um acordo sobre quem deve comandar o próximo governo de coalizão grego, forçando o presidente do país, Karolos Papoulias, a convocar uma reunião com líderes políticos na quinta-feira para tentar resolver o assunto. Mais cedo, fonte havia dito que o presidente do parlamento da Grécia, Fillipos Petsalnikos, assumiria o cargo de primeiro-ministro, mas aparentemente os políticos gregos desistiram da decisão.
A situação europeia afetou o comportamento das bolsas nos EUA, que tombaram. Às 18h17, o Dow Jones desabava 3,03%, o S&P recuava 3,40% e o Nasdaq tinha baixa de 3,55%. Na Nymex, o contrato do petróleo para dezembro encerrou em queda de 1,09%, a US$ 95,74 o barril.
No Brasil, apenas seis ações terminaram em alta. Petrobras ON despencou 4,71% e a PN caiu 4,24%. Vale ON perdeu 1,64% e a PNA, -1,58%. Gerdau PN, -2,56%, Metalúrgica Gerdau PN, -2,83%, Usiminas PNA, -1,50%, CSN ON, -4,06%. No setor financeiro, Bradesco PN, -1,60%, Itaú Unibanco PN, -2,52%, BB ON, -2,72%, e Santander unit, -2,26%.
Câmbio - No mercado à vista de câmbio, a divisa dos EUA oscilou com sinal positivo o tempo todo e fechou na máxima, de R$ 1,7650, com alta de 1,32% no balcão - maior valor desde 21 de outubro (R$ 1,780). O dólar à vista na BM&F terminou com ganho de 1,28%, a R$ 1,7620. Até 16h37, o giro financeiro total na clearing de câmbio somava US$ 1,733 bilhão (US$ 1,436 bilhão em D+2).
O dólar para dezembro de 2011 subia 2,04% às 16h36, para R$ 1,7785, com volume negociado de US$ 17,725 bilhões.
Em Nova York, às 16h43, o euro caía a US$ 1,3575, de US$ 1,3833 no fim da tarde de ontem. O dólar valia 77,76 ienes, de 77,74 ienes ontem, e avançava a 0,9085 franco suíço, de 0,8945 franco suíço ontem. O dólar Index avançava a 77,763, de 75,55 na véspera.
Juros - Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 (343.860 contratos) estava em 11,00%, de 11,06% no ajuste. O DI janeiro de 2013, com giro de 452.680 contratos, cedia a 9,95%, de 10,12% na véspera, e indicava a Selic em cerca de 9,80% no fim do próximo ano. A taxa projetada pelo vencimento janeiro de 2014 (143.050 contratos) deslizava para 10,21%, de 10,33% ontem. Os longos, por sua vez, fechavam menos. O DI janeiro de 2017 (57.360 contratos) recuava para 10,77%, de 10,84% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2021 (7.700 contratos) apontava mínima de 10,84%, de 10,90% na véspera.


