Agência Folha
A Bolsa de Valores de São Paulo movimentou ontem o segundo maior volume financeiro do ano: R$ 2,728 bilhões. O valor só é menor do que o registrado em 19 de abril (R$ 2,818 bilhões). O movimento de ontem ficou 290% acima do de sexta-feira e 280% acima da média diária negociada pela Bolsa neste mês. Dois fatores contribuíram para que a Bolsa registrasse giro alto. O primeiro foi o vencimento de opções de recibos da Telebrás (papel de primeira linha).
A opção é uma operação antecipada feita na Bolsa, geralmente por investidores que buscam se proteger de quedas futuras no valor dos papéis. No dia do vencimento, o vencedor tem o direito de decidir se compra ou não as ações pelo preço prefixado. Antes, há uma disputa entre quem apostou na alta (‘‘comprados’’) e quem apostou na baixa (‘‘vendidos’’) das ações.
Os papéis da Telebrás representam cerca de 40% dos negócios da Bovespa. Somente a movimentação de opções representou R$ 1,81 bilhão do pregão de ontem.
O mercado acionário também estava otimista com a possibilidade de redução das taxas brasileiras de juros. Amanhã acontecerá a reunião mensal do Copom (Comitê de Política Monetária), que pode baixar os juros mais uma vez.
Com alto volume, sem novidades no noticiário interno e estimulada por fatores externos (como a taxa zerada de inflação nos EUA em maio e o desempenho de ontem das Bolsas asiáticas, o melhor desde a crise de 1997), a Bovespa fechou o dia em alta de 1,07%. O dólar comercial registrou alta de 0,17%.

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