Diante da renovada safra de notícias ruins, a Bovespa não teve escapatória a não ser sucumbir à queda das bolsas internacionais. Mas, mesmo em baixa, resistiu para entregar o nível de 55,2 mil pontos - patamar considerado crítico pelos analistas gráficos -, o que, entretanto, acabou acontecendo na hora final. China e Alemanha engrossaram o rol de notícias ruins, e o feriado norte-americano do Dia de Ação de Graças, amanhã, afugentou ainda mais os investidores do risco.

O Ibovespa encerrou o dia com retração de 1,62%, nos 54.972,08 pontos, menor nível desde 20 de outubro (54.009,98 pontos). Na mínima, hoje, atingiu os 54.813 pontos (-1,91%) e, na máxima, 55.879 pontos (estabilidade). No mês, acumula perda de 5,77% e, no ano, de 20,68%. Nestas cinco sessões no vermelho, recuou 6,13%. O giro financeiro totalizou R$ 5,597 bilhões. Os dados são preliminares.

Hoje, os investidores continuaram reagindo às preocupações com a situação europeia, que ganhou como agravante o fraco leilão de títulos da Alemanha, a economia mais forte da zona do euro. Antes disso, a China já havia antecipado como seria o humor do dia: o índice PMI, medido pelo HSBC, caiu para 48,0 em novembro ante a leitura final de 51,0 em outubro, indicando contração no ritmo da indústria. Foi o pior resultado registrado desde março de 2009 e abaixo da previsão de queda a 50,1.

As bolsas europeias fecharam em queda e as norte-americanas se encaminhavam para o mesmo desfecho. Às 18h15, o Dow Jones caía 1,43%, o S&P, 1,54% e o Nasdaq, 1,81%. Saiu uma leva de indicadores nos EUA, mas eles não fizeram preços nos ativos.

Na Nymex, o contrato do petróleo para janeiro recuou 1,88%, a US$ 96,17 o barril. Aqui, Petrobras mostrou mais 'força' que Vale e fechou em baixa mais modesta: ON, -0,81%, PN, -0,51%. Vale ON fechou com retração de 2,64% e PNA, de 2,52%.

CÂMBIO - No mercado doméstico, o dólar à vista operou com sinal positivo o tempo todo, depois de interromper ontem uma sequência de cinco sessões de ganhos. A moeda no balcão disparou 3,16% (maior valorização diária desde 22/9/2011, quando subiu 3,52%), para R$ 1,8630 (valor mais alto desde 4/10/2011, quando terminou em R$ 1,8890). Na BM&F, o dólar pronto encerrou com forte avanço de 2,90%, a R$ 1,8552. O giro total, segundo a clearing de câmbio, somava US$ 1,991 bilhão até 16h41, dos quais US$ 1,759 bilhão em D+2. No mercado futuro, às 16h36, o dólar dezembro 2011 saltava 2,25%, para R$ 1,8635, após atingir máxima durante à tarde de R$ 1,8790 (+3,07%). Este vencimento girou US$ 19,454 bilhões, de um total de US$ 19,855 bilhões movimentados com quatro vencimentos de dólar, todos em alta.

JUROS - Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012, com forte giro de 742.075 contratos, caía a 10,938%, de 10,97% no ajuste. Nesse patamar, a taxa indica um corte próximo de 0,60 ponto porcentual da Selic no próximo encontro do Copom, em 29 e 30 de novembro, mas com a maioria dos agentes ainda apostando no ajuste moderado de 0,50 ponto. O DI janeiro de 2013 (461.760 contratos) estava em 9,90%, de 10,01% na véspera, enquanto o DI janeiro de 2014 (185.610 contratos) cedia a 10,20%, de 10,29% ontem. Os longos, por sua vez, ficaram de lado, sustentados pela forte alta do dólar hoje. O DI janeiro de 2017 (35.980 contratos) apontava 10,86%, de 10,87%, e o DI janeiro de 2021 (6.090 contratos) indicava 10,97%, de 10,94% no ajuste.

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