Bovespa reage e fecha o dia em alta de 1,96%
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terça-feira, 11 de novembro de 1997
Das agências São Paulo 
Recessão é melhor que um ataque especulativo, mas ainda assim é recessão. A frase, dita por um analista do mercado financeiro, é provavelmente a que melhor define a reação dos investidores ao pacote fiscal de ontem. O otimismo moderado de bancos e corretoras leva em conta principalmente o fato de as medidas anunciadas terem três problemas de origem: são medidas que vão levar algum tempo para surtir efeito, ainda é difícil saber se todas terão o impacto anunciado pelo governo e, finalmente, são medidas recessivas que certamente vão reduzir os lucros das empresas. O resultado foi que a Bolsa de São Paulo, depois de subir quase 5% após o anúncio das medidas, em seguida perdeu o ímpeto para fechar com alta de 1,96%. A Bolsa Rio fechou com alta de 1,97%.
No mundo O pacote na economia brasileira contribuiu para queda na Bolsa de Buenos Aires, que fechou ontem com queda de 5,6%. O pacote foi interpretado como sinal de redução da atividade econômica e das exportações ao Brasil - sobretudo de automóveis. Em Nova York, mesmo com o meganegócio de compra da MCI pela WorldCom, num valor estimado em US$ 37 bilhões, a Bolsa encerrou o dia em queda de 28,7 pontos, ou 0,38%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em queda de 1,1%. Investidores temem que o governo estenda por muito tempo a política de juros altos.


