Se na terça-feira a Bovespa subiu a despeito de Nova York e Buenos Aires, ontem manteve o gás justamente pelos excelentes desempenhos destes mercados externos. O índice da carteira teórica paulista fechou em alta de 1,73% e o volume financeiro somou R$ 430 milhões . O índice Dow Jones avançou 2,08%, a Nasdaq subiu 3,57% e o índice Merval de Buenos Aires deu um salto de 4,94%.
O dólar comercial fechou em queda de 0,36%, vendido a R$ 2,7720. Um conjunto de boas notícias deprimiu as cotações ontem: as firmes altas das bolsas doméstica e do exterior; a maior procura por títulos da dívida argentina e brasileira e a queda da taxa de risco desses países, por causa da expectativa de um novo swap da dívida argentina; a venda de 1 milhão de papéis cambiais feita pelo Tesouro pela manhã; e ainda o fluxo de recursos ligeiramente positivo.
No mercado de câmbio spot interbancário da Bolsa do Rio, o dólar comercial encerrou cotado a R$ 2,768, 0,47% abaixo do fechamento do dia anterior. Foram realizadas 107 operações, totalizando US$ 209 milhões ou R$ 580.105.000,00, com um preço médio de R$ 2,776.
Os juros futuros continuaram ontem o seu movimento de queda, devolvendo excesso de prêmio que tinha sido incorporado aos preços dos contratos de DI, já que as expectativas de cenários mais pessimistas não se concretizaram. Como também os contratos mais negociados estão ficando mais próximos dos seus vencimentos - e o mercado não tem expectativa de alta da Selic no curto prazo -, o ajuste para baixo é natural. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) é já na semana que vem (16 e 17) e ninguém trabalha com a hipótese de alta da Selic (atualmente em 19%) nesta reunião.

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