São Paulo A Bolsa de São Paulo foi a campeã do ranking de investimentos mais rentáveis de 2004, com uma valorização acumulada de 17,81%. Em segundo lugar ficaram os fundos DI, com rendimento médio bruto de 15,51%, seguidos pelos fundos de renda fixa, com 15,46%, e CDB para volumes de aplicação acima de R$ 100 mil, com 14,82%. Só a rentabilidade desses 4 investimentos ganhou da inflação de 12,41% apurada pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M).
O rendimento da Bolsa ficou ligeiramente acima da rentabilidade dos fundos DI, mas o ano terminou bem para um mercado que começou 2004 hesitante, após liderar o ranking de 2003 com valorização de 97,33%. A Bolsa paulista teve perdas praticamente seguidas de janeiro a maio, mas em junho engatou uma reação que a manteve no topo das aplicações mais rentáveis até dezembro. A exceção foi outubro, quando teve ligeira perda de 0,83%.
Segundo pesquisa da Economática Empresa de Informação Financeira, a Bovespa ficou em último lugar, em valorização, entre as Bolsas de sete países latino-americanos e em penúltimo entre os mercados acionários da região, incluindo os Estados Unidos, acima só do Dow Jones, de Nova York. O coordenador da Economática para a América Latina, Einar Rivero, atribui a pouca mobilidade do Índice Bovespa à excessiva concentração, nesse indicador, de ações dos setores de telecomunicações e energia elétrica, que andaram na contramão do mercado este ano. As empresas do setor de telecomunicações têm participação de 31,8% e as do setor de energia elétrica de 12,74% no Ibovespa.
O administrador de investimentos Fabio Colombo aponta, entre os fatores que influenciaram positivamente a Bolsa, o forte crescimento da economia mundial e brasileira e a queda do dólar em relação à maioria das demais moedas, incluído o real.
Na outra ponta do ranking as aplicações referenciadas no dólar foram as que mais perderam. Em persistente baixa nos últimos meses, o comercial foi o pior investimento de 2004, com desvalorização de 8,58%. Outro ativo com rendimento negativo foi o ouro, com queda de 2,85%. Os preços do dólar não reagiram nem mesmo às recentes intervenções do Banco Central no mercado e foram puxados também pela insistente desvalorização da moeda americana no mundo.
Dezembro A valorização de 4,25% garantiu não só o primeiro lugar na corrida dos investimentos no mês que termina hoje como consolidou a posição vitoriosa da Bolsa de Valores de São Paulo em 2004. As aplicações de renda fixa vieram a seguir e, com exceção da caderneta, todas renderam acima da inflação de 0,74% no mês pelo IGP-M. O dólar comercial perdeu 2,32%, mas menos que o ouro, com baixa de 4,14%.

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