São Paulo A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ignorou o anúncio de que o Brasil estagnou no primeiro trimestre e preferiu festejar o dado de que o governo fez em abril uma economia recorde para pagar juros da dívida. Resultado: o Ibovespa cravou ontem a terceira alta consecutiva. Avançou 0,83%, para 13.405 pontos. Hoje, o índice deve fechar maio acumulando ganhos. Será o terceiro mês seguido no azul e um sinal da recuperação dos preços das ações.
Esse movimento só será acelerado se confirmada a queda dos juros básicos pelo Banco Central no próximo dia 18 de junho, principal condição para reduzir o custo do capital e estimular a retomada da produção e o consumo. Isso ajuda a explicar o motivo de a queda de 0,10% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, em relação ao quarto trimestre de 2002, ter sido ignorada pelo mercado acionário ontem.
Para analistas, os investidores olham para o futuro e esperam medidas do governo, como o corte de juros e a aprovação das reformas estruturais, para tirar a economia da rota da recessão e atrair mais investimentos externos para o País.

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