Bovespa fecha semana com novo recorde
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sexta-feira, 15 de junho de 2007
Folhapress 
São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,50%, aos 54.518 pontos, ontem, em patamar recorde pelo segundo pregão consecutivo. As ações da Petrobras puxaram a valorização da Bolsa brasileira, favorecida também pelo quadro positivo da economia americana. O volume financeiro foi de R$ 4,78 bilhões. Somente neste ano, o índice Ibovespa, que acompanha os preços das principais ações do pregão, acumula alta de 22,6%
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,914 para venda, em queda de 0,67%. O Banco Central entrou no mercado para evitar uma queda ainda maior das cotações.
Uma onda de notícias positivas ajudou os mercados globais a deixar para trás o susto com a disparada dos juros americanos de longo prazo. Os índices de preços divulgados entre quinta-feira e ontem liviaram o temor de que o Federal Reserve (banco central dos EUA) possa elevar a taxa básica local ainda neste ano, uma preocupação que foi motivo de especulações ao longo desta semana.
Juros mais altos significam um freio à atividade econômica dos EUA, mas também reduzem a atratividade de ativos financeiros em economias emergentes, ponderam analistas. Por esses motivos, a oscilação dos indicadores de preços americanos têm sido acompanhada com atenção por investidores domésticos.
O CPI (índice de preços ao consumidor) apontou variação de 0,7% em maio, mas com núcleo em 0,1% no mesmo mês. O consenso de mercado estimava oscilação de 0,2%. Ontem, o PPI (preços no atacado) teve oscilação de 0,9%, mas com núcleo em 0,2%, também abaixo das expectativas. Os ''núcleos'' indicam a inflação, mas descontada dos preços mais voláteis (energia e alimentos) e são observadores com atenção pela autoridade monetária dos EUA.
Petrobras - A ação preferencial da Petrobras, o papel mais negociado da Bovespa, encerrou o pregão cotado a R$ 50,84, em alta de 1,68%. Somente esse papel foi responsável por cerca de 20% do giro total da Bolsa ontem, com negócios da ordem de R$ 760 milhões. O valor do papel atingiu um patamar histórico no fechamento, sendo que durante o dia chegou a bater a casa dos R$ 51.
Analistas de mercado observam que as ações da estatal voltaram ''a andar'', após um período de relativa estabilidade na Bolsa. Segundo a corretora SLW, a valorização dos papéis é um efeito do acúmulo de notícias positivas para a estatal: novos investimentos para aumentar a produção e, principalmente, à alta dos preços internacionais do barril de petróleo, que ontem atingiu a casa dos US$ 68 (Bolsa de Nova Iorque). O mercado espera que a valorização da commodity, com o início da temporada de furacões nos Estados Unidos.
A SLW chama a atenção para a inaguração quinta-feira da plataforma P-52, no Rio de Janeiro, cujo cronograma de atividades foi adiantado de dezembro para setembro. Segundo analistas da corretora SLW, a ação da Petrobras tem um potencial de valorização de 31% até o final do ano.


