São Paulo - Setembro foi, mais uma vez, um bom mês para quem investiu em ações. A Bolsa de São Paulo (Bovespa) ganhou a corrida dos investimentos, com valorização de 5,51%, pelo terceiro mês consecutivo. A segunda posição no ranking dos mais rentáveis, a uma ampla distância da Bolsa, foi sustentada pelos CDBs para aplicações acima de R$ 100 mil, com 1,28% líquido. Só esses dois investimentos ganharam da inflação de 1,18% pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) de setembro.
Todas as aplicações de renda fixa, dos fundos de renda fixa e DI à caderneta, perderam do IGP-M. Mas, segundo analistas, o repique da inflação calculada por esse indicador, o mais elevado desde março, foi provocado pela entressafra, reajuste de preços administrados e alta dos preços de commodities no mercado internacional.
No segmento de renda fixa, os mais rentáveis foram os CDBs para pequenos valores, os fundos DI e os de renda fixa, todos empatados com 1,03% líquido. As últimas posições foram ocupadas pelos ativos considerados de risco. O ouro ficou em antepenúltimo lugar, com valorização de apenas 0,42%; o dólar paralelo ficou em penúltimo, com baixa de 0,99%; e o comercial em último, como pior investimento de setembro, com desvalorização de 2,89%.
As posições na ponta e na última posição do ranking de setembro se repetem no balanço dos nove meses do ano. A liderança no período também é da Bolsa, com valorização acumulada de 42,08%.

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