São Paulo - Investidores voltaram às compras na última meia hora de pregão e evitaram que a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) terminasse o dia com perdas de quase 9%. Pela manhã, a Bolsa suspendeu os negócios por meia hora quando o índice Ibovespa atingiu a marca negativa de 10,19%. Desde quinta-feira, o mercado está em pânico com notícias de que crise financeira começou a contaminar as empresas da ‘‘Main Street’’ nos EUA (apelido para as empresas não-financeiras, em Wall Street).
  O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, recuou 3,97% no fechamento e atingiu os 35.609 pontos, o seu nível mais baixo desde setembro de 2006. O giro financeiro foi de R$ 5,42 bilhões.
  Perto do encerramento, na quinta-feira, a Bolsa de Nova York desabou, arrastando a Bovespa. Ontem, as Bolsas americanas abriram o dia derretendo 12% e continuaram com oscilações bruscas ao longo de todo dia. Perto do fim, o índice Dow Jones deu sinais de recuperação e cedeu apenas 1,49%, quase um ‘‘anticlimax’’ para uma jornada que prometia quedas muito maiores.
  ‘‘Há alguma expectativa que neste final de semana possa surgir um novo corte de juros, ou mesmo, um novo pacotão financeiro estatizante, em que se compra os créditos podres na praça e coloca no bolso do governo. Mas isso está somente na cabeça das pessoas’’, comenta Expedito Araújo, operador da corretora Alpes, acrescentando: ‘‘o mercado está totalmente emocional. Está irracional’’.

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