Bovespa fecha em baixa de quase 3%
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segunda-feira, 20 de abril de 2009
Folhapress 
São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou com retração de quase 3% ontem, seguindo a tendência dos mercados internacionais e com os investidores embolsando ganhos ante a alta recente dos preços das ações neste mês. Nem mesmo o desempenho positivo do Bank of America, nos Estados Unidos, foi suficiente para reverter o ímpeto do mercado.
O Ibovespa, termômetro dos negócios, encerrou em queda de 2,94%, aos 44.433 pontos. A variação negativa é a maior desde 30 de março, quando recuou 2,99%. No mês, no entanto, a trajetória ainda é de valorização, de 8,57%.
''Hoje (ontem) foi de queda forte, porque demorou demais para realizar lucro. O cenário tem uma indefinição muito grande, mas uma coisa positiva é que a crise de confiança está começando a se dissipar'', disse Jason Vieira, economista-chefe da UpTrend Consultoria Econômica, que estima um cenário de quedas menos expressivas ou até de alta para os próximos dias.
Até mesmo as maiores altas na Bovespa tiveram desempenho modesto ontem. As ações preferenciais da Net subiram 2,2%, as da Gol, 0,95% e as ordinárias da Nossa Caixa, 0,28%. Entre as principais quedas no valor dos papéis, destaque para as ordinárias da Cosan (queda de 8%), preferenciais da VCP (recuo de 7,1%) e ordinárias da Cyrela (retração de 6,64%).
Nos Estados Unidos, o investidor também procurou embolsar lucros. A Nyse (Bolsa de Nova York) caiu de 3,56% para o índice DJIA (Dow Jones Industrial Average), que atinge os 7.841,73 pontos. O índice Nasdaq, de elevado teor tecnológico, recuou 3,88%, aos 1.608,21 pontos.
Nem mesmo o resultado positivo do Bank of America no primeiro trimestre do ano foi suficiente para conter o ímpeto dos investidores e conduzir os negócios para o campo positivo.
Alguns analistas também atribuíram a queda dos mercados de ontem às incertezas quanto à qualidade dos dados apresentados e das dívidas da instituição financeira. ''O lucro do Bank of America veio bem, mas com pormenores negativos. Aumentaram, por exemplo, a inadimplência. O desempenho não foi favorável na parte financeira'', segundo a Alpes.


