Agência Estado
De São Paulo
Afastadas – pelo menos por enquanto – as preocupações com um aumento maior no juro norte-americano, o mercado doméstico recuperou o otimismo e voltou a negociar cifra acima de R$ 1 bilhão. Em alta de 3,48% – na máxima do dia –, a Bolsa de Valores de São Paulo fechou com giro de R$ 1,1 bilhão, retomando a média que vinha sendo registrada.
Em meio ao nervosismo do mercado dos EUA, o Federal Reserve veio a público negar rumores de que o Fed de Nova York tivesse convocado dealers do mercado de títulos do Tesouro para uma reunião especial destinada a discutir a volatilidade desse mercado. Tais rumores chegaram a reduzir a alta do Ibovespa para em torno de 1,5% no meio da tarde, mas o mercado logo tratou de minimizá-los, preferindo seguir o vigor do Nasdaq.
No mercado de renda fixa a projeção de taxa/ano para o DI de julho, o mais líquido na BM&F, recuou de 21,03% anteontem para 20,93% ontem. O volume de negócios também foi expressivo, totalizando mais de 150 mil contratos.
Apesar da animação, os operadores sabem que a alta nos EUA pode não ser suficiente para brecar o crescimento da economia americana. Portanto, continua a expectativa de uma nova elevação da taxa na próxima reunião do Fed, em 21 de março.
O câmbio teve dois momentos distintos ontem. De manhã, as cotações do dólar caíram, refletindo a retomada do otimismo. À tarde, o mercado registrou forte oscilação nas cotações, acompanhando a volatilidade na Bolsa de Nova York. O dólar fechou em baixa de 0,22%, cotado a R$ 1,7810. A cotação da moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 1,7860 e a mínima de R$ 1,7730.
Os futuros de petróleo fecharam em alta na New York Mercantile Exchange. De acordo com traders, a alta foi liderada pelos futuros de óleo para aquecimento. Os contratos para março chegaram a atingir a máxima de US$ 0,7920 o galão, antes de fechar em US$ 0,7790. Os contratos de petróleo para março fecharam em US$ 28,03 o barril, com alta de US$ 0,48.

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