Bovespa fecha acima de 17 mil pontos
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sexta-feira, 03 de outubro de 2003
Sérgio Ripardo<br> Agência Folha 
São Paulo - Pela primeira vez desde fevereiro de 2001, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo fechou acima do patamar de 17 mil pontos. Sinais de recuperação da economia dos EUA, aposta em novos cortes dos juros pelo Banco Central e a forte entrada de recursos externos impulsionam o otimismo nas mesas de operações das 109 corretoras que atuam na Bovespa.
Para o mercado paulista, 2003 deve interromper um ciclo de três anos consecutivos de perdas. Ontem, o Ibovespa, que reúne as 54 ações mais negociadas, fechou em alta de 1,16%, aos 17.089 pontos - a Bolsa só ficou acima de 17 mil pontos em 14 de fevereiro de 2001, quando fechou aos 17.120 pontos. É o terceiro pregão seguido da Bolsa no azul e com volume diário acima de R$ 1 bilhão. No ano, os ganhos já superam 50%. Desde o início de 2003, o índice já valorizou exatos 51,6%.
Em setembro, os 7.422 investidores estrangeiros aplicaram cerca de R$ 797,1 milhões na Bolsa. Ou seja, compraram mais papéis do que venderam. Com isso, o saldo acumulado em 2003 salta para R$ 4,2 bilhões, um novo recorde histórico. Ontem foi divulgado que também os investidores internautas bateram um recorde no mês passado. Os negócios fechados pela rede mundial de computadores somaram R$ 1,22 bilhão, o maior valor desde o lançamento do chamado ''homebroker'' (operações pela internet), em abril de 1999.
Mas os corretores mais experientes alertam que a subida da Bolsa deve ser vista com cautela e desaconselham reforçar apostas de que o Ibovespa terminará o ano em patamares históricos como 22 mil.
Neste mês, começam a ser divulgados os balanços das empresas referentes ao desempenho do terceiro trimestre. Como a economia do País está estagnada - com a redução da demanda interna, da renda e do consumo das famílias, as previsões modestas de vendas no final do ano lançam uma expectativa pouco otimista para as receitas das companhias em 2003. Entre as exceções, estão as empresas exportadoras, como o setor de mineração e siderurgia, estrelas de alta do pregão.


